quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

I wanna rock in roll all night!


Na minha época (como se eu fosse muito velha) rock era uma coisa muito simples. Embora já não houvesse mais tantas guitarras quebradas nos fins de show ou morcegos (argh) sendo comidos no palco, ainda víamos integrantes vestidos de preto, guitarras com amplificadores poderosos e certa fúria nas letras e nos gritos dos vocalistas. Como o bom e velho rock in roll. ^^
Agora uma overdose de franjinhas de lado (e loiras!), calças super apertadas e coloridas, óculos gigantes, tênis espalhafatosos (cadê o all star?) e vozinhas um tanto quanto irritantes e desafinadas invadem o cenário musical e fazem um novo “rock”.
NX Zero, Fresno, Cine e cia fazem a festa nas rádios e na tv com músicas melancólicas e cada vez mais o violão substitui as guitarras (eu adoro violão, mas pra fazer acústico, né, porque rock que é rock tem que ter guitarra sim!). Os clipes são recheados de histórias de dor de cotovelo e fãs histéricas ficam na porta da MTV esperando horas a entrada ou saída de bandas.
O tipo de música que essas bandas fazem não me agrada em absoluto (confesso que gosto de algumas músicas =P). O que realmente me incomoda é que percebo uma certa superficialidade nesse novo rock, parece que não é mais capaz de nos transportar a uma outra dimensão e fazer com que saiamos pulando e cantando com toda vontade.
Ah... bom mesmo era no tempo em que o Kurt Cobain quebrava a guitarra depois de cantar hinos como “Smells like a team spirit” e “Lithium”...
Mas como para tudo há um porém (trocadilho péssimo detectado), ainda há tentativas de se salvar o verdadeiro rock. Bandas como The Killers, Coldplay, Franz Ferdinand, The Strokes e Muse ainda sabem fazer rock (mesmo). Que eles sejam nossos heróis nesse momento tão difícil do rock in roll.
=]
Set list para quem quer se salvar:
-The dark of the matinee (Franz Ferdinand)
-Without you I am nothing (Placebo)
-The end has no end (The Strokes)
-On call (Kings of leon)
-I just don't know what to do with myself (White Stripes)
-Just (Radiohead)
-Violet Hill (Coldplay)
-Cornerstone (Arctic Monkeys)
-Starlight (Muse)
-Everlong (Foo Fighters)
-Beverly Hills (Weezer)
Um bom solo de guitarra para todos ;)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Os 456 anos da cidade da garoa


Corrigindo: cidade da tempestade. O que temos visto nos noticiários desmente a famosa qualificação da cidade de São Paulo. Todos os dias a mesma coisa: chuvas nada parecidas com garoas fazendo morros, casas e vidas irem por, literalmente, água abaixo. Mas isso é assunto para uma outra postagem...
A questão é que hoje São Paulo faz seus 456 anos de vida. Incrível como a cidade conseguiu sobreviver tantos anos convivendo com a poluição, lixo nas ruas e o congestionamento infernal das manhãs e fins de tarde.
São Paulo possui todos os males de uma metrópole, mas também vemos tentativas de não se sufocar numa “selva de pedra”. Que o diga o Parque do Ibirapuera que, aliás, estava lotado hoje de manhã (não, eu não fui lá, vi no jornal mesmo, afinal, ainda não sou uma repórter itinerante). =P
Embora desfrute de alguns parques e praças, o point da cidade continua sendo a Av. Paulista. Conseguindo desviar e não esbarrar na quantidade absurda de pessoas que ali passam, é possível aproveitar o que a avenida tem de melhor: o MASP, para os amantes da arte, os shoppings, para quem gosta e pode gastar e, o mais importante na minha opinião, a Livraria Cultura, para os amantes de livros, pufs para leitura e raridades de cds e dvds.
Ah, e não podemos esquecer do melhor evento que São Paulo produz, a Virada Cultural. Artistas brasileiros e internacionais reúnem-se num fim de semana inteiro oferecendo música boa e de qualidade de graça. São Paulo muda de figurino, as ruas se enchem de gente, não de carros e em todo lugar há shows, peças de teatro e oficinas de dança. Pena que seja apenas uma vez por ano. Aliás, o show do Zeca Baleiro ano passado foi realmente bom. =]
Embora nada de extraordinário aconteça ao meu coração quando atravesso a Ipiranga com a Av. São João (desculpe Caetano, é a verdade), ainda vejo em São Paulo e sua massa cinzenta um caldeirão de culturas diversas convivendo juntas. E aí está o maior motivo da celebração dos 456 anos da querida cidade. =]
Um beijo açucarado =*

sábado, 23 de janeiro de 2010

Apresento-vos meu etecétera

Entrar na moda? Vergonha na cara? Necessidade de expressão? Não sei. A resposta mais provável para a criação desse blog é simples: descobri que tenho muito a dizer e as paredes do meu quarto estão cheias de tanto blablabla.
Contando com a participação, paciência, críticas e comentários de todos, pretendo escrever de tudo aqui: política, entretenimento, opinião, recomendações, livros, música e etecétera. Portanto, não esperem uma descrição detalhada da balada do dia anterior ou das reviravoltas, rolos e auês de uma garota de 18 anos. Para isso existem o Vox Populi e o TV Fama. ;)
Quanto ao nome escolhido, é isso mesmo. Um blog que pretende falar de assuntos tão diversos só poderia se chamar etecétera. O complemento foi obrigatório. =P
Meus sinceros agradecimentos á Fran, que impediu que o blog se chamasse "descuido progressivo" e se tornasse uma coisa chata e ao gênio Guimarães Rosa que, mesmo sem saber, contribuiu para o nome do blog com a singela frase: "Viver é etecetera."
Um hug of the bear =]